A Biologia Molecular
Bom Pastor

A biologia molecular é a área da biologia que busca estudar os organismos do ponto de vista molecular, focando principalmente na base para todos organismos, os ácidos nucleicos, que formam RNAs e DNAs que posteriormente dão origem à proteínas.

Nascida da junção dos ramos da genética, da bioquímica e da biologia celular, a biologia molecular é um campo que visa entender os fenômenos biológicos e como estes se relacionam com o material genético do organismo. Mais especificamente, ela estuda os processos de replicação, transcrição e tradução do material genético e a regulação destes processos.

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Exames

Conheça os exames realizados pelo Laboratório Bom Pastor

BORDETELLA PERTUSSIS E MYCOPLASMA PNEUMONIAE, PCR COMENTÁRIO (INFORMAÇÃO TÉCNICA/SOBRE O EXAME/PARA... Veja mais

COMENTÁRIO (INFORMAÇÃO TÉCNICA/SOBRE O EXAME/PARA QUÊ SERVE O EXAME):

- O M. pneumoniae é o agente mais comum entre os germes atípicos associado a um quadro de pneumonia comunitária. Na maioria das vezes é subestimado pelo difícil diagnóstico. Acomete preferencialmente escolares, adolescentes e adultos jovens. Os sintomas são generalizados, ocorrendo normalmente faringite, traqueobronquite, podendo ou não haver acometimento do trato respiratório baixo. Inicialmente, há um infiltrado intersticial localizado, que pode evoluir com preenchimento alveolar difuso. Derrame pleural é muito incomum. Hipoxemia pode estar presente, com evolução franca para insuficiência respiratória em alguns casos. Manifestações articulares, hematológicas, hepáticas, renais, oculares e pancreáticas podem estar associadas. As limitações dos testes laboratoriais disponíveis levou ao desenvolvimento de técnicas de amplificação de seu DNA, que apresentam sensibilidade de 92% e especificidade de 100%.

Mycoplasma pneumoniae é um patógeno bacteriano do trato respiratório, diversas infecções são causadas por esse agente, como a pneumonia, que pode ser classificada em típicas e atípicas com base nos sintomas e nos sinais clínicos. O agente etiológico das classificadas como típicas é o Streptococcus pneumoniae, enquanto que as atípicas podem ser transmitidas por Mycoplasma pneumoniae, Chlamydia pneumoniae ou Legionella pneumophila.
A presença de anticorpos específicos anti-Mycoplasma pneumoniae é o indicador principal para o diagnóstico preciso de doença respiratória aguda por Mycoplasma pneumoniae. Após a infecção inicial, o sistema imunitário normal responde com a síntese rápida de anticorpos que alcançam o seu valor máximo de três a seis semanas depois e, em seguida, diminuem gradualmente no decorrer de meses ou anos. O aumento isolado dos níveis de IgM específica anti-Mycoplasma pneumoniae pode muitas vezes indicar infecção aguda, já que os anticorpos IgM aparecem normalmente no prazo de uma semana após a infecção inicial e cerca de duas semanas antes dos anticorpos IgG. Os adultos que foram infectados repetidamente por um período de vários anos podem não apresentar uma resposta imunitária forte de tipo IgM aos antígenos micoplásmicos. Nestes casos, a reinfecção leva diretamente a uma resposta de tipo IgG; portanto, a presença de um teste negativo para IgM não exclui com certeza uma infecção aguda. Quando se observa uma resposta de tipo IgM, esta pode persistir por meses ou anos após a infecção. Nestes casos, um resultado positivo ao teste de IgM não significa necessariamente uma infecção atual ou recente. A determinação dos anticorpos IgG demonstrou-se necessária dado que os pacientes podem não apresentar uma resposta imunitária de tipo IgM ou IgA. A resposta de tipo IgG é a última a aparecer e os níveis de IgG permanecem elevados por no mínimo um ano após a infecção.

A incidência de coqueluche, causada pela bactéria Bordetella pertussis tem aumentado nos últimos anos, particularmente nos países que utilizam a vacina acelular, que parece conferir imunidade menos duradoura para esta doença.
Os testes mais utilizados para o diagnóstico da doença são a cultura em meio específico e a PCR, ambas realizadas com amostra coletada da nasofaringe, sítio preferencial de colonização pelo patógeno no trato respiratório superior. A sensibilidade da análise por PCR é superior da cultura, sendo o mais indicado para diagnóstico.
INFLUENZA A - H1N1, PCR COMENTÁRIO (INFORMAÇÃO TÉCNICA/SOBRE O EXAME/PARA QUÊ SERVE O EXAME): O... Veja mais

INTRUÇÕES AO PACIENTE:

Realizar a coleta preferencialmente entre o 1º e 7º dia após aparecimento dos sintomas (febre, tosse, dor de garganta, coriza e dispnéia) ou a critério médico.

COMENTÁRIO (INFORMAÇÃO TÉCNICA/SOBRE O EXAME/PARA QUÊ SERVE O EXAME):

O vírus da Influenza pertence à família Orthomyxoviridae. São classificados em A, B e C, sendo que os dois primeiros são causadores de infecções no homem. O subtipo A é o causador de pandemias e quadros mais severos, afetando também outras espécies. O período de incubação varia de 3 a 5 dias. A infecção ocorre no trato respiratório, causando febre, cefaléia, tosse e em alguns casos sintomas gastrointestinais. O vírus Influenza A é subtipado com base em duas proteínas (H hemaglutinina e N neuraminidase), sendo que o isolado A H1N1 identificado em 2009 foi responsável pela pandemia do mesmo ano.

Dentre os agentes etiológicos associados a um quadro de gripe lista-se o vírus Influenza A H1N1 linhagem suína. A apresentação clínica varia de um quadro gripal auto-limitado (febre, dor de garganta, tosse, mialgia, cefaléia, sintomas gastrointestinais e fadiga) até as formas mais complicadas com evolução para Doença Respiratória Aguda Grave. É um teste sensível e específico, capaz de detectar a presença do vírus. As amostras de secreções respiratórias devem ser coletadas preferencialmente entre o primeiro e o sétimo dia, após o início dos sintomas. O exame destina-se a identificação de H1N1 pandêmico 2009 mas há a possibilidade de detecção de outros tipos de Influenza A entretanto, a identificação de outros subtipos não é realizada. Sendo assim poderemos identificar: H1N1 pandêmico 2009 ou influenza A.
VARICELA ZOSTER VÍRUS, PCR O Vírus Varicela zoster (VZV) é o agente etiológico da Varicela... Veja mais

O Vírus Varicela zoster (VZV) é o agente etiológico da Varicela (catapora) e do Herpes zoster. Após a primo-infecção, o VZV permanece latente nas raízes nervosas sensoriais por toda a vida.

Quando ocorre reativação, o vírus migra para a pele, causando uma erupção cutânea dolorosa que pode seguir o trajeto de um dermátomo. Após a resolução do quadro, alguns indivíduos podem continuar apresentando dor. Além disso, a reativação do VZV pode levar a um largo espectro de manifestações clínicas atípicas, desde dor radicular autolimitada a acometimento do sistema nervoso central com fraqueza.

As manifestações clínicas incluem dor e parestesia incialmente, com posterior erupção vesicular. Durante a doença aguda, 90% dos pacientes apresentam dor, 20% descrevem depressão e 12% tem sintomas influenza-like. .

Pacientes imunocomprometidos podem apresentar a evolução desfavorável com infecção disseminada, pneumonite, hepatite e encefalite.
DETECÇÃO DAS TOXINAS A E B DO CLOSTRIDIUM DIFFICILE O Clostridium difficile é um bacilo anaeróbio... Veja mais

INTRUÇÕES AO PACIENTE:

Evitar a utilização de antiácidos e realização de exames com contraste radiológicos nas 72 horas que antecedem a coleta.

O Clostridium difficile é um bacilo anaeróbio formador de esporos e gram-positivo, sendo uma importante causa de diarreia e colite associadas aos antibióticos. Trata-se do agente causador da maioria dos casos de colite pseudomembranosa. A Doença associada a Clostridium difficile (CDAD) pode variar desde a diarreia não complicada até à sepse ou mesmo a morte. O C. difficile é reconhecido como a causa primária de colite adquirida no hospital em pacientes colonizados por C. difficile que recebem antibióticos, quimioterapia ou outros fármacos que alteram a flora normal e que permitem sua proliferação. A infecção por C. difficile consiste numa doença predominantemente transmitida por práticas de higiene deficientes pelos técnicos de saúde, sendo as epidemias hospitalares bastante frequentes. A forma primária de transmissão se dá através da via fecal-oral mediante ingestão das bactérias ou de esporos bacterianos a partir das superfícies contaminadas. Os principais fatores de virulência para CDAD consistem na toxina A (TcdA) e toxina B (TcdB). A toxina A é um enterotoxina potente e a toxina B é uma citotoxina extremamente potente que provoca lesão da mucosa intestinal. Quando as duas toxinas se ligam à superfície das células epiteliais intestinais e entram na célula mediante endocitose, têm por alvo as proteínas reguladoras da GTPase celular através de uma glicosilação irreversível, provocando a inativação permanente das vias essenciais de sinalização celular.

Um avanço que converte dados moleculares em inteligência clínica de alto valor, ampliando de forma consistente a capacidade de prevenção, diagnóstico precoce e monitoramento contínuo da saúde.

Processamento
das amostras

Conheça as etapas como é realizado o processamento das amostras

Etapa 1
Etapa 1
Extração e Purificação

Nesta primeira etapa todas amostras passam por um processo de extração do material genético e purificação para remover produtos que podem alterar na execução do exame.
Existem diversas maneiras de extração do material genético, e escolha da metodologia depende do tipo de material a ser utilizado para amplificação de DNA ou RNA.

Etapa 2
Etapa 2
Adição de Oligonucleotídeos e Enzimas

Para que aconteça a etapa de amplificação do material genético é necessária uma enzima polimerase, nesta etapa são adicionados nucleotídeos e oligunucleotideos iniciadores que flanqueiam o gene alvo de estudo. A enzima em conjunto com os iniciadores identifica o alvo genético e amplifica produzindo diversas cópias para a identificação do gene, além disso, dependendo se material for RNA deve ser adicionado outra enzima chamada transcriptase reversa para converte em cDNA para posteriormente fazer a amplificação.

Etapa 3
Etapa 3
Amplificação

Nesta última etapa as amostras junto aos controles são colocadas no termociclador em tempo real para que ocorra a amplificação, assim chamamos de Reação em Cadeia da Polimerase (PCR). O teste se passa em tempo real podendo ser acompanhado a emissão de fluorescência para a detecção do gene em estudo, após o termino das ciclagens o equipamento fornece gráficos que devem ser interpretados e laudados para a conclusão do exame.

Notas técnicas

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